Rdt | Elo

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Jazz: Contemporary Jazz Brazilian: Bossa Nova Moods: Type: Instrumental
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Elo

by Rdt

This is the third RdT album, called "Elo". With especial guest, Mike Moreno.
Genre: Jazz: Contemporary Jazz
Release Date: 

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1. Sarayu
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2. Incidental
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3. Liv (Vida)
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4. Fantasy Moon
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5. Green Stars
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6. Dawn Alone
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7. Délicatesse
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8. Mirror Mirror
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9. Rabbit Experiment
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ABOUT THIS ALBUM


Album Notes
RdT ELO

Riquezas são diferenças.


Dentre as diversas características inerentes à vida na metrópole, talvez a que mais me atraia seja a da possibilidade da coexistência de universos culturais absolutamente diferentes, que quando colocados lado a lado no 'Caldo de Cultura' próprio dos grandes centros, podem misturar-se gerando assim uma infinidade de combinações, que às vezes tornam-se verdadeiras sínteses brotando sob esse 'Caos Criativo' urbano.
Esse tipo de processo sinergético é recorrente na história da Arte em geral, naturalmente também na música - seja na Viena do início do Sec. XX (com a 'Segunda escola de Viena '), na Nova Iorque dos anos 40 e 50 (com o Bebop), ou no Rio de Janeiro dos anos 60 (com a Bossa Nova), isso só para rememorar alguns cenários - os encontros , intercâmbios e o convívio entre artistas sempre foram importantíssimos para a evolução musical como um todo.

Outra coisa interessante é a relação do estilo de vida de um certo lugar com o tipo de música que se desenvolve naquele local - Miles Davis costumava dizer que o Bebop 'jamais poderia ter sido criado na West Coast', onde havia Sol, praia, e sobretudo um dia-a-dia muito mais lento e regrado do que em NY; onde a vida sempre fora mais violenta, muito mais estressante, mas por outro lado também muito mais 'vibrante e dinâmica' (bem ao estilo 'agressivo' do Bebop, em oposição ao 'Cool' de Chet Baker e da West Coast).

Não à toa justamente na cidade de São Paulo - esse grande 'caldo de cultura' que reúne artístas e músicos de todo lugar - Walter Nery, Guto Brambilla e Fernando Baggio vieram a se encontrar para criarem juntos o RdT.
Três talentosíssimos músicos de formação sólida e extensa, todos pesquisadores inquietos e instrumentistas respeitados, resolveram juntar seus backgrounds e visões tão diferentes quanto pessoais para criarem um Grupo de extrema coesão e personalidade, como se desde o princípio vislumbrassem o fato de justamente essas diferenças em suas personalidades musicais serem capazes de, quando colocadas 'lado a lado', complementarem-se sinergicamente.
Logo à primeira audição de ELO, nota-se nitidamente a abordagem do Trio - a de se fazer música atual - ao mesmo tempo sofisticada e vibrante - mesclando diversos elementos não só da música brasileira mas do mundo, usando a linguagem do Jazz contemporâneo como guia. Sim, embora o Jazz tenha sido criado nos Estados Unidos, já há algum tempo ultrapassou as fronteiras Yankees para ser executado com grande desenvoltura em todo lugar, como já provaram europeus, asiáticos, africanos, sulamericanos.

Tanto assim é que a sonoridade em ELO nos remete ao que hoje acontece na cena jazzística novaiorquina, assim como aos responsáveis por esta; os 'young Lions' Lage Lund (norueguês), Will Vinson (inglês), Julian Lage, Lionel Loueke (africano), Kurt Rosenwinkel, Aaron Goldberg, Jonathan Kreisberg, Eric Harland, Miguel Zenon (porto-riquenho), Mike Moreno, entre outros.
Não por acaso o próprio Moreno participa do disco trazendo sua marca inconfundível logo nos primeiros compassos do belo tema de abertura, 'Sarayu' (Baggio).
A incrível cumplicidade do Trio com o guitarrista texano é notada desde o início, como se já tocassem juntos há muito tempo, e essa intensa interatividade musical permeia o disco todo, tornando-se um elemento muito especial em 'Elo'.

Como instrumentistas - compositores, Walter, Guto e Fernando imprimem sempre com muita sensibilidade, musicalidade e propriedade seus respectivos RGs - seja nas composições, nos solos, nas execuções - tanto é que logo às primeiras audições pode-se dizer 'de ouvido' quem compôs qual tema ou quem está solando, sem a menor necessidade de se recorrer aos créditos.
Sarayu, Liv (Vida) e Délicatesse são de Baggio, e exprimem cada um à sua maneira momentos de explosão rítmica, outros de lirismo e delicadeza. Destaques para os solos de Mike em Sarayu, Brambilla em Liv, e Nery em Délicatesse. Walter assina Incidental, peça vibrante desde o início, de harmonias não convencionais e 'autro' energético entre Baggio e Moreno. Guto é o autor de Sky (bela suíte dividida em 3 partes, que traz texturas sonoras não-usuais, podendo aludir desde ao Jazz, passando pelos Balcãs e a Hungria, com solos de extremo lirismo. Mirror Mirror, de autoria de Moreno, é exposta na formação de trio (com Baggio e Brambilla) e traz lindo solo do próprio compositor, aqui enfocado em sua participação especial tanto como autor como instrumentista.

É um imenso prazer poder escrever sobre esse belíssimo projeto, desse belíssimo combo formado por três craques brasileiros , mais um americano como convidado especial que, junto ao Trio, encerra brilhantemente um verdadeiro 'Power Quarteto', nos reafirmando o quanto a música não tem fronteiras, o quanto é importante o encontro entre diferentes idéias unidas por um objetivo comum, que nos mostra também a beleza de um profundo e criativo bate-papo musical, a importância da alegria e do prazer em se fazer música ao mesmo tempo com seriedade, competência mas também regozijo, e sobretudo nos mostra que existem trabalhos de imensa qualidade e inventivos sendo feitos por artistas inquietos e apaixonados por música. O que mais podemos pedir? Que continuem a trilhar esse belo caminho.
'Play it again', RdT!


Chico Pinheiro,

Janeiro 2013


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