Velhas Virgens | Ninguém Beija Como As Lésbicas

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Ninguém Beija Como As Lésbicas

by Velhas Virgens

Uma ópera rock que vai levar você junto com a banda e um Gênio muito louco pro incrível mundo de dentro da garrafa. Muitos rock e baladas vão contar essa a história de um amor mal resolvido. Pra quem gosta de emoções apimentadas.
Genre: Rock: Album Rock
Release Date: 

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1. O Gênio da Garrafa
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2. A Boca, a Boceta e a Bunda
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3. Bunda Boa
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4. Ninguém Beija Como As Lésbicas
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5. Essa Mulher Só Quer Viver Na Balada
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6. Cafajeste
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7. Bortolotto Blues
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8. A Última Partida de Bilhar
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9. Fdp
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10. Eu Bebo Pra Esquecer
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11. Velho Safado
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12. Strip & Blues
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13. O Amor É Outra Coisa
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ABOUT THIS ALBUM


Album Notes
Ninguém beija como as lésbicas –
radio movie/opera tosca –
libreto

cena 1 - O gênio da garrafa

O mundo de fora é o mundo. “dentro da garrafa” é outra coisa. o mundo é chato, cheio de leis, violência, obrigações, dores e tristezas. “dentro da garrafa” a festa é eterna e não tem hora pra acabar. “dentro da garrafa” é uma cidade-cabaré onde vários gêneros de malandros e meretrizes de eras ancestrais e contemporaneas convivem em harmonia caótica.
os gênios são a nata destes vagabundos e os únicos autorizados a sair para para o mundo de fora para atender aos malfadados três desejos. são vários e vários os entes dedicados a este trabalho, mas apenas alguns podem negar o atendimento e propor outro desejo aos amos: genhendrix, genorrison, gejanis, gelennon, genkurt.
mas dentro desta casta de seres iluminados que vive “dentro da garrafa” se destaca um líder: genelvis, o gênio da garrafa.
(Gênio da garrafa)

cena 2 – Os guardiões do portão monumental

Trabalho findo, genelvis volta garboso pro mundo perfeitamente esculhambado de “dentro da garrafa”, em cujos muros aparece pichada a frase: o genio da garrafa manda!
Ela sabe que não é nada disso. mas aceita a fama e degusta o elogio.
no caminho paradisíaco para o interior da garrafa, seres iluminados ou não, todos devem responder ao enigma dos três guardiões do portão monumental: a boca, a buceta e a bunda. o problema é que eles estão sempre discutindo e acabam esquecendo de fazer a pergunta.
(a boca a buceta e a bunda)

cena 3 – A praça central

A praça central, os botequins á volta, o grande cassino ao centro, a vila mimosa ao fundo, quase saindo da cidade. eis o mapa resumido de “dentro da garrafa”. e é neste micro vale do anhangabau que o genio da garrafa reina. ao atravessar os portões monumentais deste mundo magicamente embriagado, genelvis encontra seu povo. o genio da garrafa manda!
(bunda boa)

Distraído entre cumprimentos e tapinhas nas costas, o gênio da garrafa ouve um som recorrente de sua infancia: os homens do realejo que fazem propaganda dos grandes eventos locais.
“É hoje, a imperdível, a sensacional estréia da polêmica, reveladora, mediocrática, cabriocárica, inóxidável, antropomórfica e sentimental película baseada nas memórias da puta mór: “ninguém beija como as lésbicas”. finalmente, a verdade sobre a vida sexual do gênio da garrafa. teria puta mor se tornado lesbiana diante de sucessivas frustrações sexuais com genelvis? Seria o mais popular dos gênios de “ dentro da garrafa” um arremedo de amante? e puta mór, que pito toca? não perca, hoje no cassino central, a sensacional estréia de ninguém beija como as lésbicas”
(ninguém beija como as lésbicas)

O coração, quem diria, relativamente inocente do gênio da garrafa tremeu diante da lembrança dos dias de furia vividos durante sua união com a mulher hoje conhecida apenas como puta-mór, a maior cafetina de dentro da garrafa.
O amor que apartou-se dele.
"Vai saber o que este rapaz passou!"
Os flash backs do conflito emocional ainda estão vivos em sua mente.
(esta mulher só quer viver na balada)

cena 4 – A puta mor

Na sala roxo fucsia do alto da torre mais alta do seu qg na vila mimosa, elevada á condição de celebridade instantanea pela transformação de suas memórias em filme de sucesso mesmo antes do lançamento, puta mór desfruta da adulação da imprensa e destila venenosamente sua versão do casamento com genelvis, assim como da fatalidade que envolveu seu final misterioso. tudo isso sem, no entanto, entregar o segredo que se esconde por trás da película.
(cafajeste)

cena 5 – Roy e Juju

Rei morto, rei posto. com a separação de genelvis e da mulher que hoje atende por puta mór, a vaga de “casal queridinho” de “dentro da garrafa” foi preenchida por uma dupla de cantores no melhor estilo Ike & Tina turner (ou quem sabe Jane e Herondi): Roy e Juju caíram na graça popular e acabaram convidados para estrelar o blockbuster “Ninguém beija como as lésbicas”, nos papéis do casal protagonista. para muitos um filme homofóbico. Para outros uma papagaiada.
Mas a vida fora das telas prega peças aos pombinhos apaixonados. assolada pela fama repentina, juju se revela ciumenta e possessiva diante de roy, o guitarrista com olhos de rapina que vira e mexe precisa explicar seus constantes meneios de cabeça para todo e qualquer rabo de saia que se aproxima. ela inquiri e ele explica.
(Bortolotto blues)

cena 6 – Com velho safado no bar

Mesmo não tendo uma religião propriamemte dita, ainda que crendo em um ser superior, a população de “dentro da garrafa” encara os bares como locais sagrados. é lá que se praticam os santificados rituais da bebelança, da jogatina e da tiragostagem. e é num destes templos alcolatrados que, em momentos de pouca fé, o genio da garrafa pede conselhos a seu amigo velho safado. os excessos provocados pela bebida preocupam o mais popular dos entes fantásticos de “dentro da garrafa”.
Diante das pungentes dúvidas que assolam a mente do gênio da garrafa, seu confidente confessa ter passado pelo mesmo questionamento. e mais: velho safado declara já ter tentado deixar a vida boemia. para tanto, teria inclusive agendado uma singular despedida. tempos mórbidos e tristes.
(a última partida de bilhar)

cena 7 – O beco da vingança anunciada

Satisfeito com as conclusões retiradas da conversa com seu sexagenário conselheiro, eis que o genio da garrafa decide voltar para casa e se preparar para a estréia do tal filme sobre sua vida com a megera, filme este que pode acabar com sua reputação libertária. libertina? sei lá! seria o gênio um preconceituoso intolerante? o que a referencia ao lesbianismo teria a ver com a capivara de Genelvis?
Quer o destino que Genelvis vire a esquina do beco que se esconde atrás do bar, onde topa com ninguém menos que puta mór, seu antigo amor, sua algoz maior. fortalecido pelas palavras do amigo, genelvis provoca a fera.
(f.d.p.)

Claramente incomodada pelas estocadas de seu ex-marido, puta mór jura vingança. o gênio da garrafa não perde por esperar, diz ela. será esta noite, no cassino central.

cena 8 – De volta ao bar das lamentações

De volta ao bar, após saborear a vitória momentanea, nosso herói sente os chifres pontiagudos da traição lhe atravessarem o peito. a verdade embarga sua voz e engasga sua garganta. genelvis precisa contar ao mundo seu drama, sua epópeia pelo mar pegajoso e abrasivo do amor perdido. do coração partido pela traição.
( eu bebo pra esquecer)

cena 9 – O edificio treme-treme

Admirando-se no espelho trincado e manchado de sua kitchnete, velho safado assenta um a um seus fios de cabelo engomados. ainda lembrando das agruras do amigo gênio, ele alinha a gola do seu terno risca de giz e acerta milimetricamente a gravata borboleta.
Não há noite e nem dia fixos “dentro da garrafa”. muitas vezes o periodo sem luz se estende por meses sem amanhecer.
e velho safado é o primeiro a sair de casa no último crespúsculo que antecede a noite que ninguém sabe quando termina. ele é só alegria, assobiando e estalando os saltos dos seus sapatos de duas cores no elevador e nos degraus do edifício treme-treme, com seu uniforme de malandro carioca.
Lá vai ele, fagueiro, faceiro, dengoso, dar combustivel pras más linguas da vizinhança.
(velho safado)

cena 10 – O cassino central em noite de gala

Carros, carruagens, limousines, rolls royces, mavericks, dodges dart e ferraris de menor valor fazem fila para despejar empetecados passageiros em frente ao cassino central nesta noite iluminada, cheia de pompa e circunstancia.
lá dentro a turba urra á chegada de cada um dos astros da película a ser exibida pela primeira vez naquela noite.
a casa quase vem abaixo quando o casal central da trama, roy e juju, sobe ao palco para acenar para os fãs. sob severa ululancia popular, o duo dourado, como é conhecido, é impelido a realizar uma apresentação improvisada de seu dueto de maior sucesso.
(strip’n’blues)

Sob intensa salva de palmas, Roy e Juju assumem suas posições na área vip e se preparam para a tão esperada exibição do mega sucesso inédito: Ninguém beija como as lésbicas. puta mór e genio da garrafa estão em balcões opostos, cara a cara.
Aos primeiros acordes da canção tema se misturam gritos histriônicos quando as luzes se apagam, anunciando o início da sessão.
Repentinamente, a trilha sonora é interrompida e uma silhueta adentra o espaço branco atrás da tela, caminhando lentamente, como uma aparição fantasmagórica inesperada.
Primeiro a gaita e depois a voz de Morganfield Gonzaga, o mentor supremo de dentro da garrafa, fazem cessar imediatamente todo e qualquer resquicio de emanação vocal dos presentes. apenas o som hipnotizante do bolero de ravel serve de fundo musical para suas palavras definitivas.
“Nos últimos dias “dentro da garrafa” passou por momentos de intensa exploração midiatica da vida pessoal de seus maiores ídolos. movidos pela vil e insaciável sede da maledicência, nosso povo foi para as ruas comentar e questionar o conteúdo polêmico da super produção “ninguém beija como as lésbicas”. a moral de personagens que antes simbolizavam os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade de “dentro da garrafa” foi manchada com acusações infundadas de intolerância, preconceito, homofobia.
Devotaram tanta atenção ao fuxiquismo e á fofocagem que se esqueceram das três leis primordiais deste mundo fantástico que conduzo:
As doze horas no bar
A camaradagem entre inebriados
A embriagues como forma de libertação
O mundo lá fora, vira e mexe, tenta nos impingir suas piores qualidades. e diante deste evento cinematografico, mostramos não estar imunes ao veneno que vem do mundo exterior. a excessiva racionalização da vida. a banalização da amizade. a quantificação dos sentimentos.
Temos que nos refugiar aqui, “dentro do bar”; só dentro do bar imperam a alegria e a sinceridade.
nossa casa é “dentro do bar”.
Não há estréia. Porque não há filme. Sendo assim, não há polêmica. Cada um que faça o quer quiser, pois é tudo da lei.
Cada um que escolha seu modo de amar e ser feliz.
O mundo de fora é o mundo.
“dentro da garrafa” é outra coisa. aqui, o amor é outra coisa”.
(o amor é outra coisa)


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